Com o rigor atual da NR-1, a CNV ganha espaço novamente.

A CNV não é um filtro de conveniência para conversas difíceis.

É uma ferramenta de gestão de conflitos poderosa, focada em uma comunicação mais empática, assertiva e no aprimoramento da escuta ativa. E isso resulta em ambientes mais saudáveis e com menos questões de saúde mental.

A Comunicação Não Violenta virou moda corporativa. Workshops, livros distribuídos, posts sobre ela…mas por que na hora da reunião, do feedback ou da decisão difícil, ela parece sumir da sala?

A complexidade, no entanto, reside na profundidade necessária para a aplicação: é preciso estar genuinamente presente para o outro, gerindo a si mesmo e sustentando o desconforto para que resultados reais sejam construídos a partir daquela interação.

A maioria das empresas confunde comunicação ‘Não Violenta’ com ser bonzinho ou, às vezes, omisso. E aí mora o perigo. Deixamos de falar o que precisa ser dito para não gerar conflito ou sermos mal interpretados. Esse silêncio é uma das formas mais nocivas de violência organizacional.

CNV de verdade exige vulnerabilidade e se colocar no lugar do outro. Admitir uma necessidade em uma mesa de diretoria exige coragem, voltar atrás porque algo que você defendia fervorosamente não era o melhor caminho, também.

Exige desarmamento. A maioria das pessoas entra em conversas estratégicas armada para defender seu território. A CNV exige baixar a guarda para construir o território comum.

Nos meus projetos na BRLegado, parto sempre do princípio de que, se as mesas de reunião continuam sendo campos de batalha ou locais de discussões defensivas, o problema não é a ferramenta. O problema é a cultura que ainda premia mais quem domina a retórica do que quem gera valor real. Naturalmente, são os lugares que mais tem questões de saúde mental.

O próximo passo da sua liderança não é apenas ler mais um livro sobre CNV.

É converter os conceitos de empatia e escuta ativa na base prática do fluxo de comunicação do dia a dia da empresa e liderar de forma efetiva esse processo, com autoconhecimento e coragem.

*Vou deixar abaixo um dos vídeos mais sensacionais sobre empatia da Brené Brown.