O líder que dominar a mentalidade e uso da IA para ter vantagem competitiva, será indispensável!

A recente notícia sobre a saída de James Quincey e Doug McMillon, ex-CEOs da Coca-Cola e do Walmart, é algo interessante de se analisar. Eles não saíram por falta de resultados, mas por admitirem que o conjunto de competências que os tornaram vitoriosos como CEO’s não é o mesmo que a era da IA exige para levar as organizações adiante.

Ambos reconheceram que não são as pessoas ideais para liderar a próxima revolução tecnológica na cadeira principal.

Em uma participação recente que tive em um comitê de pessoas, presenciei uma discussão fundamental sobre sucessão de um CEO: o sucessor em questão domina as novas competências para a era da IA?

Trago esse ponto baseada no novo ‘manual do CEO’ defendido por referências como Deloitte e McKinsey, que redesenham a liderança para o contexto tecnológico atual.

– McKinsey: O CEO como orquestrador de valor

Visão de Reimaginação de Processos: Em vez de apenas automatizar o que já existe, o líder deve ter a competência de redesenhar o modelo de negócio (ex: como a IA cria novas linhas de receita).
Gestão da Mudança em Escala: A capacidade de mobilizar a organização para uma “transformação analítica”, garantindo que a tecnologia chegue na ponta da operação.
Alfabetização em Dados: Entender o porquê por trás dos algoritmos para decidir onde investir o capital da empresa.

– Deloitte: O CEO como Líder da Confiança e Ética

Fluência em Ética e Governança de IA: Competência para gerenciar riscos de viés e privacidade, protegendo a reputação da marca.
Orquestração de Talentos Híbridos: A habilidade de gerir uma força de trabalho onde humanos e agentes de IA colaboram, focando na requalificação (reskilling) da equipe.
Curiosidade Ágil: A Deloitte enfatiza que o CEO deve ser o Chief Learner, liderando pelo exemplo na experimentação constante.

No novo cenário, o “eu sempre fiz assim e funcionava” é o caminho mais rápido para a obsolescência. James Quincey e Doug McMillon precisaram ceder a posição a quem pudesse pilotar a nova linguagem do mundo.

O CEO moderno precisa ser menos o detentor das respostas e mais o curador das perguntas, criando um ecossistema onde a IA e as tecnologias entrem no sistema para alavancar o talento humano e com isso, o potencial da organização.