O senso de pertencimento é a conexão mais profunda, e talvez a mais valiosa, que uma empresa pode construir com quem nela trabalha.

Eu me lembro de trabalhar em lugares onde eu sentia que, de fato, fazia parte. Onde minha presença como pessoa era tão valorizada quanto minha entrega como profissional. Nesse ambiente, o domingo à noite não tinha peso. As ideias fluíam porque o terreno era fértil. Eu não sentia que estava indo trabalhar, eu sentia que estava indo construir algo que também era meu.

Por outro lado, experimentei também a sensação de não pertencimento, é um sentimento solitário. Você está na reunião, mas não esta exatamente presente. Seus valores começam a colidir com as decisões do dia a dia. Falta energia de manhã. Aos poucos, você para de propor, para de questionar e passa a apenas executar. Você se torna um recurso.

O pertencimento gera uma lealdade que bônus nenhum consegue comprar.

Quando um colaborador sente que pertence, ele não entrega apenas horas; ele entrega alma, criatividade e propósito no que faz. Quando ele sente que é um estranho no ninho, ele entrega o mínimo necessário, as vezes, só para não ser desligado.

Mesmo hoje, como consultora, existem empresas onde mantenho entregas e relacionamentos de anos. Sinto que pertenço, de forma verdadeira, àquele ambiente, nutrindo uma conexão profunda com a liderança, com as pessoas e com os valores que ali residem. E com certeza, viramos uma dupla insuperável, a qualidade triplica e a potência das minhas entregas é alavancada.

O grande diferencial de empresas que entenderam a importância do senso de pertencimento é a profundidade das relações e conexões. Elas não buscam apenas o fit técnico, mas o alinhamento de valores que estão presentes todos os dias, na experiência verdadeira que acontece, ali.

Onde há pertencimento, há segurança para criar, questionar e evoluir. Essas organizações entenderam que o ativo mais caro é aquele tal de brilho no olho de quem sabe que está exatamente onde deveria estar. Afinal, pertencimento é saber que a sua presença faz, genuinamente, a diferença.